inovar-acao-consultoria.png
Lei de Privacidade Europeia GDPR
LEI EUROPEIA DE PRIVACIDADE - GDPR
O monitoramento de usuários e seus hábitos de navegação é que tem permitido a muitas empresas utilizar o marketing digital para alavancar as vendas. Este não é o problema  em coletar dados de usuários, o problema é a utilização dos dados de acesso para a divulgação de notícias falsas com o propósito de interferir na decisão das pessoas.

 

    O dia 25 de maio certamente está marcado nos calendários de varejistas, executivos de tecnologia e negociantes que de alguma forma interagem com os Consumidores Europeus. Esse é o dia em que uma lei europeia de privacidade, o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR, sigla em inglês para General Data Protection Regulation), entra em vigor.

 

    Do que se trata esta regulamentação?

 

    Dar capacidade aos Consumidores de obrigar, isso mesmo, obrigar  varejistas, profissionais de marketing e outros profissionais de 28 países da União Europeia a declarar explicitamente como estão coletando, usando e armazenando dados pessoais dos consumidores, tais como nome, localização, endereço IP e identificadores que rastreiam o uso da web e de aplicativos em dispositivos conectados à ela.

 

    O descumprimento vem com custos sérios porque o regulamento é agressivo e aplica multas pesadas de 20 milhões de euros ou (24,7 milhões de dólares) até 4% da receita global anual de uma empresa.

 

    Por causa dessas multas, cada varejista, comerciante e empresa de tecnologia que interage com os consumidores europeus precisa entender e avaliar os dados que estão coletando e abrigando, diz Doug McPherson, diretor administrativo e consultor geral da empresa de tecnologia de publicidade programática OpenX. “GDPR é a regulação mais significativa da publicidade na história da publicidade digital”, diz ele. “O regulamento não é apenas sobre profissionais de marketing na UE – ele tem um alcance global e todos precisam lidar com isso.”

 

    Apesar das sérias consequências para as marcas que violarem o GDPR, uma grande parte dos varejistas e outras empresas não está pronta para as regulamentações. Por exemplo, apenas 33% das empresas norte-americanas estão totalmente em conformidade com o GDPR.

 

     Estas medidas vêm em um momento muito delicado para o mercado digital, com a situação atual do Facebook tendo de dar explicações ao Senado e a Câmara dos Deputados americanos, as atenções estão voltadas para as medidas a serem tomadas para proteger usuários e marcas que expõe seus dados na internet em todas as ações que são realizadas.

 

    Em linhas gerais devemos compreender e nos preparar para a adaptação deste regulamento às leis de proteção ao consumidor brasileiro.

 

    As aplicações precisam ser repensadas e dar início as adequações para atender o mercado Europeu e futuramente o mercado Norte Americano e Sul Americano.

 

    O monitoramento de usuários e seus hábitos de navegação é que tem permitido a muitas empresas utilizar o marketing digital para alavancar as vendas. Este não é o problema  em coletar dados de usuários, o problema é a utilização dos dados de acesso para a divulgação de notícias falsas com o propósito de interferir na decisão das pessoas.

 

    Acredito que a regulamentação deve ser mais severa quanto a quem faz mal uso das informações coletadas, os envolvidos precisam ser marcados de alguma forma, de maneira que, toda vez em que utilizarem o marketing digital para desenvolver algum trabalho os usuários sejam informados sobre o procedimento passado e as consequências de seus atos para a sociedade.

 

    A tecnologia deve ser aplicada como mecanismo facilitador para a vida das pessoas, usá-la como arma é de uma crueldade e tamanha falta de criatividade sem precedentes.

Fonte da informação: https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/lei-privacidade-significa-mudancas-e-commerce/